COOPERATIVAS DE SÃO BERNARDO EVITAM QUE MAIS DE 6 MIL TONELADAS DE RESÍDUOS VÃO PARA ATERROS EM 2025

COOPERATIVAS DE SÃO BERNARDO EVITAM QUE MAIS DE 6 MIL TONELADAS DE RESÍDUOS VÃO PARA ATERROS EM 2025

O trabalho realizado pelas cooperativas de reciclagem Cooperluz e Reluz, em parceria com a Prefeitura de São Bernardo, consolidou-se como um pilar fundamental da estratégia de desenvolvimento sustentável do município. Entre janeiro e novembro de 2025, a atuação de cerca de 85 cooperados evitou que 6.326 toneladas de plástico, vidro, alumínio e papel fossem descartadas em aterros sanitários, reinserindo esses materiais na cadeia produtiva.

Somente no mês de novembro, as duas unidades destinaram 600 toneladas de resíduos para a reutilização. Esse volume reflete o esforço dos chamados “agentes ambientais” em transformar o que seria lixo em matéria-prima.

Impacto no Aterro: Redução direta do volume de detritos, ampliando a vida útil dos espaços de descarte.

Ciclo Produtivo: Reinserção de materiais como alumínio e papelão na indústria, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos naturais.

Investimento e Valorização do Trabalho (PSA)

A Prefeitura utiliza o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) como principal ferramenta de fomento. Este instrumento inovador remunera as cooperativas pela triagem e destinação correta dos materiais.

Valor por Tonelada: O município paga R$ 185,96 por tonelada separada, valor que recebeu um reajuste de 51% em junho de 2025.

Balanço Financeiro: No acumulado do ano, as cooperativas já receberam pouco mais de R$ 1 milhão.

Repasse de Novembro: O total pago em dezembro foi de R$ 111.644,81, sendo R$ 63.425,38 para a Cooperluz e R$ 48.219,43 para a Reluz.

“Temos de valorizar o trabalho diário dos cooperados, que são verdadeiros guardiões do meio ambiente. Os recursos são um investimento no futuro da população e do planeta”, destacou o prefeito Marcelo Lima.

Além do ganho ambiental, o projeto promove dignidade e estabilidade financeira para as famílias envolvidas. Um exemplo marcante é o de Reginaldo Rufino dos Santos, de 68 anos, cooperado da Cooperluz há quase três décadas.

Vindo de Pernambuco, Reginaldo viu na reciclagem a oportunidade de mudar a realidade de sua família. Através do trabalho na cooperativa, ele conquistou a casa própria e garantiu a formação profissional de seus quatro filhos, que hoje atuam em grandes empresas. Sua história simboliza como a economia circular pode reduzir desigualdades socioeconômicas e oferecer uma vida estável e digna.

Fotos: Divulgação/PMSBC

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