SÃO BERNARDO INTENSIFICA AÇÕES CONTRA A DENGUE COM VISITAS DOMICILIARES APÓS O CARNAVAL
A Prefeitura de São Bernardo reforça, entre segunda e sexta-feira (23 a 27 de fevereiro), a mobilização preventiva de combate à dengue com visitas domiciliares realizadas por Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). A ação é coordenada pela Secretaria de Saúde e ocorre das 8h30 às 16h em toda a cidade.
De acordo com o coordenador das equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Ronaldo Novaes de Souza, o trabalho porta a porta é contínuo ao longo do ano, mas a intensificação no período pós-Carnaval é estratégica. Como o ciclo de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, da fase larval à adulta, é de aproximadamente sete dias, o retorno de viagens pode coincidir com a formação de novos criadouros.
As equipes vinculadas às 35 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e ao CCZ realizam vistorias, orientações e conscientização sobre a eliminação de focos. A recomendação é evitar qualquer acúmulo de água parada, com atenção a pratinhos de plantas, caixas d’água destampadas, garrafas, pneus e outros recipientes expostos.
O secretário de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, reforçou a importância da colaboração da população e orientou que os moradores permitam a entrada dos agentes, que estão devidamente identificados com coletes e crachás.
Informações e denúncias sobre possíveis focos do mosquito podem ser feitas pelo telefone 0800 0195565.
Segundo dados do Sisaweb (Sistema de Vigilância e Controle do Aedes), do Governo do Estado, São Bernardo registrou em 2025 o melhor indicador de visitas domiciliares. As ações preventivas resultaram em redução de 52% nos casos e de 83% nas mortes por dengue.
A vacina contra a dengue está disponível em todas as UBSs para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Já a vacina do Instituto Butantã, neste momento, é destinada aos profissionais de saúde da atenção primária.
O município também receberá do Ministério da Saúde 4.722 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia validada pela Fiocruz. O método consiste em recipientes com água e tela impregnada com larvicida que contaminam a fêmea do mosquito, impedindo o desenvolvimento das larvas em diferentes criadouros. As estações são instaladas em pontos estratégicos e monitoradas mensalmente.
Fotos: Divulgação/PMSBC


