OPERAÇÃO QUEBRANDO A BANCA DESARTICULA ESQUEMA DE LAVAGEM DE R$ 100 MILHÕES
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (13), a Operação Quebrando a Banca, focada em desmantelar uma organização criminosa especializada na exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro. A ação, coordenada pela Deic de Piracicaba, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo a Capital, Ribeirão Preto, Mogi-Mirim, Santa Rosa do Viterbo e São João da Boa Vista.
As investigações revelaram que o grupo operava há décadas, movimentando cerca de R$ 97,2 milhões. Para ocultar o lucro ilícito, os criminosos utilizavam empresas de fachada e uma complexa rede de “laranjas”, além de realizar transações imobiliárias em espécie e aquisição de bens em nome de terceiros.
Estratégia de Ocultação e “Smurfing”
A quadrilha contava com uma estrutura profissionalizada para dificultar o rastreamento dos valores pela polícia e órgãos de controle:
Núcleo Operacional: Responsável por pulverizar milhões de reais através de centenas de transferências via Pix e depósitos fracionados, técnica conhecida como smurfing.
Empresas de Fachada: Uma das empresas ligadas ao grupo possuía capital social declarado de R$ 36 milhões, servindo como destino para os valores movimentados pela liderança.
Patrimônio Oculto: Somente a frota de veículos da organização foi estimada em R$ 18 milhões.
De acordo com o delegado Marcel Willian de Souza, o trabalho de inteligência permitiu identificar que pessoas com padrão de vida simples movimentavam quantias milionárias mensalmente. Relatórios financeiros apontaram que o líder do esquema chegou a movimentar R$ 25 milhões em apenas um semestre.
Durante as buscas, os agentes apreenderam:
– Dispositivos eletrônicos e computadores;
– Instrumentos utilizados em apostas ilegais;
– Veículos de luxo e quantias em dinheiro vivo.
A Polícia Civil ressalta que, embora o jogo de azar seja uma contravenção, ele sustenta crimes graves como a lavagem de capitais e o fortalecimento de organizações criminosas. As investigações continuam para identificar outros integrantes e ramificações do esquema que também atuava no estado de Minas Gerais.
Foto: SSP

