SEMASA RETOMA GESTÃO DE DRENAGEM E FORTALECE SANEAMENTO AMBIENTAL INTEGRADO EM SANTO ANDRÉ
Os serviços de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas retornaram à gestão do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), consolidando o conceito de saneamento ambiental integrado no município. Com essa mudança, ocorrida em dezembro de 2025, a autarquia — que é subordinada tecnicamente à Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas — passa a centralizar responsabilidades cruciais que unem preservação ambiental, saúde pública e desenvolvimento sustentável.
Agora, o Semasa responde não apenas pela drenagem urbana, mas também pela gestão de resíduos sólidos, incluindo limpeza urbana, coleta e tratamento, além da gestão ambiental, que abrange fiscalização, licenciamento e educação. A autarquia também administra as duas unidades de conservação municipais: o Parque Natural do Pedroso e o Parque Natural Nascentes de Paranapiacaba. Essa estrutura atua em sintonia com o Departamento de Proteção e Defesa Civil, focado na prevenção e mitigação de riscos urbanos e ambientais.
O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, destaca que essa integração é estratégica, especialmente no atual cenário de eventos climáticos extremos. Segundo ele, a conexão entre os serviços é direta: falhas na coleta ou varrição impactam imediatamente o sistema de drenagem. A unificação da gestão fortalece as políticas públicas necessárias para enfrentar as consequências das mudanças do clima, garantindo respostas mais eficientes para a cidade.
Historicamente, a gestão da drenagem em Santo André passou por alternâncias. O serviço era executado pela Prefeitura até 1997, quando foi transferido para o Semasa, retornando à administração direta em 2021. Além da drenagem e dos resíduos, a política de saneamento do município abrange água potável e esgotamento sanitário. Embora estes últimos tenham sido delegados à Sabesp em 2019, o Semasa mantém seu papel de guardião, monitorando o cumprimento das metas de universalização.
Operacionalmente, o sistema de drenagem gerenciado pela autarquia envolve estruturas complexas destinadas a coletar, transportar e reter a água da chuva, prevenindo inundações e danos à vida e ao patrimônio. Entre as intervenções realizadas estão a limpeza de córregos, a manutenção de galerias, bocas de lobo e piscinões, além de obras estruturais de contenção de margens e o monitoramento constante de pontos alagáveis.
Foto: Divulgação/PSA

