DIADEMA INTENSIFICA BUSCA ATIVA POR CASOS DE HANSENÍASE NAS UBSs DURANTE O JANEIRO ROXO
De 19 a 30 de janeiro, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Diadema realizam a busca ativa de novos casos de hanseníase, doença infecciosa que afeta a pele e os nervos e pode causar incapacidades físicas se não for diagnosticada e tratada precocemente. A iniciativa integra as ações do Janeiro Roxo, mês dedicado à informação, conscientização e enfrentamento da hanseníase.
Durante os atendimentos de rotina, profissionais de saúde vão orientar pacientes e acompanhantes sobre a doença e investigar a presença de sinais e sintomas. Entre os principais estão manchas na pele — brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas — com alterações de sensibilidade ao calor, frio e dor, além de áreas com diminuição de pelos e suor, formigamento ou fisgadas, perda de força muscular e caroços pelo corpo, que em alguns casos podem ser avermelhados e dolorosos.
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Vivian Santos, a informação é fundamental para o enfrentamento da doença. “O diagnóstico e o tratamento são feitos pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. A informação combate o preconceito e desmistifica, porque a hanseníase é curável, mas exige atenção aos sinais e sintomas, como manchas na pele com perda de sensibilidade”, explicou.
Em 2025, Diadema registrou seis novos casos de hanseníase. Atualmente, nove pacientes seguem em acompanhamento na rede municipal de saúde.
TRANSMISSÃO E TRATAMENTO
A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e a transmissão ocorre por meio de pessoas doentes sem tratamento, principalmente pelas vias respiratórias, através de secreções nasais, tosse e espirros. Após o diagnóstico, o acompanhamento é realizado de forma ambulatorial, com avaliação de todos os contatos íntimos da pessoa diagnosticada.
O tratamento é gratuito pelo SUS e tem duração entre nove e 18 meses, conforme a gravidade de cada caso. O diagnóstico precoce é essencial para evitar sequelas e interromper a transmissão da doença.
A Prefeitura de Diadema reforça a importância de procurar a UBS mais próxima ao identificar qualquer sinal suspeito, destacando que a hanseníase tem cura e o tratamento é eficaz quando iniciado precocemente.
Foto: Divulgação PMD

