JULHO AMARELO: ILHABELA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO E DO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS HEPATITES VIRAIS

JULHO AMARELO: ILHABELA REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO E DO DIAGNÓSTICO PRECOCE DAS HEPATITES VIRAIS

Durante a campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização sobre as hepatites virais, a Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Saúde, reforça a importância da prevenção, da vacinação e do diagnóstico precoce. As doenças, muitas vezes silenciosas, podem evoluir para complicações graves quando não são identificadas e tratadas adequadamente.

A médica hepatologista da rede municipal de saúde, Dra. Márcia Iasi, explica que as hepatites B e C estão entre as principais causas de cirrose e câncer de fígado. Segundo ela, o diagnóstico pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde por meio de teste rápido, e o tratamento está disponível pelo SUS. Enquanto a hepatite C tem cura, a hepatite B conta com tratamento e vacina, considerada uma das principais formas de prevenção.

A especialista também alerta para a hepatite A, transmitida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados. A vacina é oferecida pelo Ministério da Saúde para crianças a partir de 15 meses e para grupos específicos, como pessoas com doenças hepáticas crônicas, usuários de PrEP e outros públicos com condições especiais.

De acordo com a hepatologista, embora muitas pessoas apresentem boa evolução, as hepatites A e B podem, em alguns casos, evoluir para quadros graves, que exigem atendimento de alta complexidade, incluindo transplante de fígado. Por isso, a prevenção, a vacinação e o diagnóstico precoce são fundamentais.

A secretária de Saúde de Ilhabela, Lúcia Reale, destacou que o município conta com o Centro de Infectologia e Fígado, referência no atendimento a pacientes com hepatites virais, em integração com as Unidades Básicas de Saúde. Somente em 2025, a unidade realizou 3.652 consultas e 554 coletas, fortalecendo o acompanhamento especializado para diagnóstico e tratamento.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hepatite B crônica tem prevalência estimada entre 0,5% e 0,6% da população brasileira, o equivalente a cerca de 1 milhão de pessoas. Já a hepatite C atinge entre 0,4% e 0,5% da população, com estimativa de aproximadamente 400 mil pessoas convivendo com a doença sem diagnóstico.

Há cerca de três anos, Ilhabela implantou uma estratégia de microeliminação da hepatite C, ampliando a busca ativa, o diagnóstico e o acompanhamento dos pacientes. A iniciativa contribuiu para a redução dos novos casos registrados no município.

A Dra. Márcia Iasi reforça ainda que a população deve evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes, como alicates de unha e lâminas de barbear, além de adotar medidas de prevenção nas relações sexuais, já que as hepatites B e C também podem ser transmitidas dessa forma.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Ilhabela.

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